29 de outubro de 2010

Bem-vindos ao meu blog,



Gostaria de compartilhar com vocês assuntos interessantes e práticas relacionadas com a educação. A troca de experiências e de conhecimentos são muito importantes e construtivas, pois sempre estamos aprendendo com os outros.



Espero que gostem e seus comentários serão relevantes para o nosso aprendizado cooperativo.



Abraços,



Grazielle

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Tarefa do professor - Rubem Alves

Caros Amigos,

Assistam a este vídeo.

Basta clicar no link abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=DgBPEnkL1fI

Webquest - um recurso inteligente em sala de aula

      Olá pessoal,

     Como havia prometido vou compartilhar com vocês a webquest que minha colega Girlene e eu fizemos. Tal recurso é uma atividade de aprendizagem que aproveita as informações disponíveis na Web.Através dela o professor conduz o aluno na rede e o ajuda  a refinar o que irá ler para aquisição do conhecimento. Esta é a primeira webquest de muitas que ainda irei criar.E o que é mais importante esta semana já a coloquei em prática. Estou na primeira etapa e os meus alunos se apresentaram bastante animados com a proposta, prometo que conto como foi todo o processo para vocês.


             Webquest: Canção de protesto

            Introdução
           
A música popular brasileira na década de 70 foi um instrumento importante de protesto contra a Ditadura. Essa manifestação artística representou, no período, um modo de pensar de um grupo de compositores os quais atingiram os mais diversos segmentos da sociedade, através desse gênero que denunciou um contexto de repressão.

            Tarefa

Crie um poema de protesto denunciando uma repressão social que envolve os dias atuais.
           
            Processo

1) Forme dupla com um colega.

2) Entre no site ftp://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/a-musica-popular-brasileira e responda :
Em qual contexto histórico-social surgiu a música como protesto?

3) Pesquise sobre os compositores como: Tom Zé, Chico Buarque, Geraldo Vandré, Caetano Veloso e em seguida responda às questões abaixo. Para isso consulte os sites:http://pt.wikipedia.org/wiki/Geraldo_Vandr%C3%A9; http://wapedia.mobi/pt/caetano-veloso#5;http://cliquemusic.uol.com.br/generos/ver/tropicalismo

a) Quem foi Tom Zé e qual foi a sua influência artística no período militar?

b) Quem foi Geraldo Vandré e qual foi a sua influência artística no período militar?
           
c) Quem foi Chico Buarque de Holanda e qual foi a sua influência artística no período militar?
           
d) Quem foi Caetano Veloso e qual foi a sua influência artística no período militar?

e) O que esses compositores denunciavam em suas músicas?

4)Vá ao site http://www.santovivo.net/gpage64.html e informe como esses compositores conseguiam divulgar suas denúncias contornando a censura existente na época.

 5) Que tal agora falarmos sobre o filme “Tropa de Elite 2" em cartaz nos cinemas, já que ele aborda problemas sociais como violência, corrupção, relações familiares dentre outros. Para isso você terá que assisti-lo.

6) Sobre o filme responda às seguintes questões:

a) Quais são as personagens?

b) Qual o conflito geral da narrativa?

c) Por que nesse filme o capitão Nascimento tem de ser a polícia da polícia e da política?

d) Fraga, o militante dos direitos humanos, assume um papel importante na trama tornando-se um aliado de Nascimento. Explique como isso aconteceu.

e) Vocês viram como Chico Buarque, Caetano Veloso, Geraldo Vandré e Tom Zé lutaram contra a Ditadura. E hoje, quais são os problemas sociais pelos quais devemos lutar?

f) Assim como os compositores citados usavam a música para protestar, pode-se afirmar que o filme “Tropa de Elite 2” também cumpre esse papel? Justifique.

7) Como produzir um poema, veja o site http;//www.divertudo.com.br/oficina_txt.htm.

8) Consulte um dicionário de rimas no site:http://www.dicio.com.br

9) No final da atividade haverá a declamação coletiva sobre os poemas.
     

  Avaliação

          
          
         O trabalho valerá 10 pontos e seguirá os seguintes critérios de avaliação:
·        Participação e cooperação junto ao colega  - 2,0 pts
·        Conteúdo das respostas -  2,0pts
·        Adequação ao gênero poema: rimas, estrutura semântica e estilística e criatividade - 4,0pts
·        Apresentação/declamação do poema – 2,0 pts
     

      

Conclusão

Portanto, o objetivo desta tarefa é que os alunos posicionam-se de forma crítica questionando e denunciando problemas sociais que ocorrem em nossa sociedade. Levar o aluno a perceber que gêneros da manifestação artística tais como poemas e filmes tornam-se ferramentas importantes de contestação sócio-político.

           

 Postado por Grazielle às 19:10









Educação e Cybercultura

        Olá amigos,

         Na na minha última aula da professora Else, discutimos sobre um texto muito interessante que eu não poderia deixar de compartilhar com vocês. O texto cujo título é " Educação e Cybercultura", escrito brilhantemente por Pierre Lévy, aborda sobre a mudança da relação do saber ocasionada pela cybercultura.
         As novas formas de acesso à informação favorecidas pelas tecnologias intelectuais fazem com que mudanças ocorram no sistema de educação e na postura do profissional seja de qual área for.Segundo o autor, pela primeira vez na humanidade , a maioria das competências adquiridas por uma pessoa no começo de seu percurso profissional serão obsoletas no fim de sua carreira.Isso significa que trabalho e busca do saber estão intimamente ligados. Para ser considerado um profissional competente e manter o emprego é primordial a busca constante pelo saber e produção de conhecimentos, pois isso que fará a diferença.
         O autor cita a necessidade do aprendizado personalizado e o aprendizado coletivo no ensino à distância.Nesse quadro o professor torna-se um animador da inteligência coletiva de seus grupos de alunos.Antes o professor trazia a informação, era o "dono" do saber.Com a cybercultura, isso não ocorre mais, já que as informações estão disponíveis na web.Sendo assim, muda-se o papel do professor que, de acordo com  o autor,  é chamado a tornar-se um animador da inteligência coletiva de seus grupos de alunos.Ao docente cabe instigar,conduzir ogrupo a buscar e ler informações que realmente promoverão conhecimentos.
          Lévy afirma que  vive-se hoje num dilúvio de informações o qual devemos nos habituar a ele, pois ele não terá fim. Cabe a nós aprendermos a selecionar as informações que vão surgindo.Ele ainda mostra que as redes digitais não são frias.Segundo ele, no ciberespaço, o saber não pode mais ser concebido como algo abstrato ou transcendente.Esse saber expressa uma população, já que ela assina as páginas e mantém uma  comunicação direta e interativa via correio digital, fórum, chat dentre outros.Sobre o ato de ler ele ainda afirma que estando o texto numa tela de computador ou numa folha de papel o processo mental da leitura é o mesmo, o que muda é a produção de texto.
          O autor cita a relação do homem com o saber e apresenta quatro fases do conhecimento:
  • 1ª fase- Oralidade - o saber era transmitido oralmente, por isso a morte de um velho significava uma biblioteca em chamas.
  • 2ª fase - O livro - o saber é carregado por ele.
  • 3ª fase - A biblioteca - conhecimento intertextual
  • 4ª fase - O cyberespaço - ambiente digital em que as informações estão disponíveis a qualquer momento. Segundo ele, região dos mundos virtuais pelo intermédio dos quais as comunidades descobrem e constroem seus objetos e se conhecem como coletivos inteligentes. É a desterritorialização da biblioteca e também a democratização do saber, já que é permitido a todos o acesso ao conhecimento.Basta acessar as informações na web.
        O autor ressalta a importância do computador , mas também nos leva a refletir quanto a valorização do indivíduo frente a máquina.Segundo ele o ideal mobilizador da informática não é mais a inteligência artificial ( tornar uma máquina tão inteligente, mas inteligente até, quanto um homem ).O computador, a nova tecnologia é nossa aliada, ela que trabalha em função do homem, portanto cabe a ele decidir como a melhor forma de usá-la.


        Postado por Grazielle às 16:05 

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Trabalhando com o twiter

     Queridos colegas,

      Gostaria de compartilhar com vocês esta atividade para ser trabalhada na sala de aula usando como recurso o twiter.Espero que gostem!


PLANO DE AULA

Trabalhando com twitter

Faixa etária: alunos de 11 a 14 anos.

Conteúdo: eleição da nova presidenta.

Objetivos:

  •  Definir o que é o twitter, sua utilidade e como funciona.
  • Ajudar os alunos a criar um twitter
  • Possibilitar aos alunos uma discussão acerca de um momento importante para o país: a eleição do novo presidente, dando-lhes oportunidade para se colocarem a favor ou contra o resultado, expondo os motivos para tal posição.
  • Abrir um espaço para que eles dêem algumas sugestões para a nova presidenta.
  • Refletir sobre o uso do twitter como instrumento para discussão.
  • Mostrar que quando utilizado de forma consciente o twitter se torna uma ferramenta digital muito importante.
  • Levar os alunos a produzir dois textos referente ao tema abordado.

Tempo estimado: cinco aulas de 60 minutos

Materiais necessários:

Power Point
Internet
Caneta e papel



Desenvolvimento:

Primeira aula:

Pedir para que os alunos entrem em um blog (http://blog.pictureweb.com.br/2009/03/) que explica o que é o twitter, sua utilidade e como funciona. Em seguida, mostrar um vídeo (nessa mesma página) a fim de ilustrar a explicação.
Em seguida, ajudar os alunos a criar um twitter através do passo a passo exposto no blog.

Segunda aula:

Os alunos conectados e interligados através do twitter deverão discutir sobre a eleição da nova presidenta. Vale ressaltar que o professor deverá intermediar essa discussão a partir dos seguintes questionamentos:
- O que os alunos acharam do resultado da eleição?
- Quais os pontos negativos e positivos?
- O que acham que poderia ser diferente?
- O que eles fariam se estivessem na presidência?
- Quais as sugestões eles dão para que a nova presidenta exerça um bom trabalho?

Terceira aula:

Os alunos, intermediados pelo professor, deverão refletir sobre o trabalho com o twitter, levando em consideração as seguintes questões:
- Como foi discutir com os colegas através do twitter?
- O que foi bom e o que foi ruim?
- O que poderia melhorar?
- Seria legal fazer esse trabalho em outras aulas?
- Quais sugestões os alunos dariam para as próximas aulas acerca do trabalho com twitter.

Quarta aula:

Propor aos alunos que escrevam uma carta para presidenta, lembrando-lhes sobre a estrutura de uma carta, o registro a ser utilizado e o vocabulário.

Ø      Orientação para a produção textual:

Como você sabe, no último domingo (dia 31/10/10) aconteceu a eleição para o novo presidente do Brasil. A candidata Dilma Rouseff foi eleita com a maioria dos votos. Que tal agora discutirmos com os colegas sobre esse assunto? Você poderá escrever algumas dicas que considera importante para que ela tenha um bom governo ou discordar acerca dessa eleição, escrevendo os motivos ou até mesmo defendendo o outro candidato.

Quinta aula:

Os alunos deverão trocas as cartas entre si a fim de responderem aos colegas como se fossem a nova presidenta. Vale lembrar, mais uma vez, aos alunos sobre a estrutura da carta, o registro a ser utilizado e o grau de formalidade.

Avaliação:

Os alunos serão avaliados de duas formas:

- Participação na discussão proposta no twitter (40 pontos).
- Produções de texto: gênero carta (60 pontos):
    a) O aluno escreveu de acordo com a estrutura exigida pelo gênero carta? (10 pontos)
    b) O aluno utilizou uma linguagem adequada?(10 pontos)
    c) A carta ficou coerente?(20 pontos)
    d) O conteúdo atendeu a proposta apresentada? (10 pontos)
    e) O aluno ao responder a carta do colega atendeu as necessidades exigidas no trabalho? (10 pontos)
   


 Postado por Grazielle às 16:40
 

Avaliação das aulas Práticas discursivas em ambiente de tecnologia digital

     Boa tarde,

     Não poderia  deixar de comentar com vocês como foi a minha última aula da disciplina: Práticas discursivas em ambiente de tecnologia digital. Discutimos alguns textos interessantes que irei compartilhar com vocês nas próximas postagens. Um deles já até comentei que é " O livro didático como agente de Letramento digital".
       Pensando no que foi discutido a respeito do papel do docente como animador da inteligência e como é importante sua participação no processo de letramento digital, como aluna, percebi que a professora Else conseguiu pôr em prática o que vinha discutindo conosco nas aulas. Ela contribui de forma significante para o meu aprendizado dos gêneros digitais, meu letramento digital . Além disso me fez perceber que o professor pode realmente se tornar um  animador da inteligência. Estou cheia de planos e entusiasmada para colocar em prática as aulas assistidas por computador. Espero através dessas novas intervenções pedagógicas cumprir o meu papel de animadora da inteligência e também fazer diferença na vida dos meus alunos.

      Postado por Grazielle às 15:28

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O docente como animador da inteligência coletiva

        Boa tarde pessoal,

       Gostaram do título? Quando li isso no texto " O aprendizado cooperativo e o novo papel dos docentes, achei o termo muito interessante.O texto trata do aprendizado cooperativo como a direção mais promissora na perspectiva da inteligência coletiva no campo da educação.
      Tendo à disposção recursos materiais e informacionais assistidos por computador, professores e alunos constroem um aprendizado coletivo onde os professores aprendem ao mesmo tempo que os estudantes e atualizam continuamente tanto seus saberes disciplinares quanto suas competências pedagógicas.Sendo assim não cabe mais pensar que o professor é o dono do saber e por isso deve despejar todo o seu conhecimento no aluno.O papel do docente no aprendizado coletivo é o incentivo para aprender e pensar, por isso que ele torna-se um animador da inteligência coletiva dos grupos dos quais se encarregou.

      Postado por Grazielle às 15:43

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A importância do livro didático no processo de Letramento digital

        O texto "O livro didático como agente de Letramento digital" das autoras Carla Viana Coscareli e Else Martins dos Santos trata da importância do livro didático (LD) no processo de letramento digital. O computador veio para ficar. Isso é fato. Por isso as pessoas que não têm acesso a ele são excluídas dessa sociedade digital que ganha espaço a cada dia. Como afirmam as autoras, a informática tornou-se  fonte de informações e de conhecimento cognitivo. Ela, e sobretudo, a Internet ,criaram - e ainda estão criando- novos gêneros têxtuais (e-mail,chat,sites,banners,floaters,etc), novas formas de escrita (web jornalismo), e adaptando ou recriando novas formas para gêneros conhecidos( como o diário que se transforma em blog e passa ser público). Diante desse mundo digital e sua importância é necessário que o computador seja objeto de uso e de reflexão na escola.
        O LD pode assumir um papel importante na sociedade digital, já que através dele podem ser apresentados os elementos das novas tecnologias. Além disso, ele pode estimular os professores a buscar conhecimentos referentes a essa nova tecnologia e mostrá-los que a mesma pode ser uma ferramenta importante de aprendizagem na sala de aula.
         As autoras ressaltam que o PNLD ( Programa Nacional do Livro Didático) estimulou a incorporação das novas tecnologias aos ambientes escolares, visto que dentre os critérios de avaliação para análise da qualidade dos livros didáticos, há elementos que contribuem para a entrada das novas tecnologias neles, como o caráter multimodal da seleção textual, a colaboração para letramento midiático e digital, a exploração das relações entre texto verbal e imagem em textos multissemióticos e o incentivo da busca de informações fora dos limites do próprio livro.As autoras citam ainda outras razões que incentivaram o surgimento da tecnologia no LD como a necessidade de trazer para os livros gêneros textuais do ambiente tecnológico, a busca de um livro com aparência arrojada e inovadora , a necessidade de atuar no processo de letramento digital, o oferecimento de textos de diferentes mídias para atividades variadas de leitura e de produção de textos, a necessidade de oferecer apoio pedagógico online aos professores, bem como endereços da WWW que ampliassem a visão de um assunto qualquer em estudo, atraindo o docente para a adoção do livro.
          Segundo as autoras, embora muitas vezes as atividades abordadas no LD sobre os elementos das novas tecnologias são trabalhadas de forma superficial e esporádica , a presença desses elementos tecnológicos nos LDs demonstra que há uma preocupação em inserir o aluno nesse universo digital. Sendo assim,o LD pode ser uma peça importante contra a exclusão dos alunos  que ainda não têm acesso ao computador.Além disso, quando o livro trabalha com os diversos gêneros digitais, isso faz com que o professor se conscientize que ele também precisa se letrar digitamente.

  Postado por Grazielle ás 16:40

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O que vocês pensam disto?

       Segue abaixo na íntegra o texto de Lya Luft, retirado da Veja , 10 de novembro de 2010.     


           Crucificar Monteiro Lobato?

         No curso de uma vida somos submetidos a muita insensatez e muita tolice. Nem tudo é Mozart ou Leonardo da Vinci, carliho de amigos e filhos, abraço da pessoa amada.Então, a gente vai ficando calejado, para não expor demais a alma como alguém a quem retiraram a pele, e a quem a mais leve, mais doce brisa parece um fogo cruel. Pois nestes dias me deparo na imprensa com algo que rompeu minhas defesas e me fez duvidar do que estava lendo. Reli, mais de uma vez, em mais de um jornal, e ali estava: querem banir das escolas um livro (logo serão todos, logo serão de muitos autores, não importa por que motivo for) de Monteiro Lobato, porque alegadamente contem alusões racistas.
“Que não comece entre nós, banindo um ivro infantil do mais brasileiro dos nossos escritores, uma onda do ma’, uma nova caça às bruxas, marca de vergonha para nós”
         Ora, gente, eu fui nutrida, minha alma foi alimentada, com duas literaturas na infância: os contos de fadas de Andersen e dos irmãos Grimm, e Monteiro Lobato. Duas culturas aparentemente autípodas, mas que se completavam lindamente. Narizinho e Pedrinho moravam no meu quintal. Emília era meu ídolo, irreverente e engraçada. Dona Benta se parecia com uma de minhas avós, e tia Nastácia era meu sonho de bondade e aconchego. Eu me identificava mais com elas do que com as princesas e fadas dos antiquíssimos contos nórdicos, porque jabuticaba, bolinho, bichos e alegria eram muito mais próximos de mim do que as melancólicas histórias de fadas e bruxas — raiz da minha ficção.
        Toda essa introdução é para pedir às autoridades competentes: pelo amor de Deus, da educação e das crianças, e da alma brasileira, não comecem a mexer com nossos autores sob essa desculpa malévola de menções a racismo. Essa semente terá frutos podres: vamos canibalescamente nos devorar a nós mesmos, à nossa cultura, à nossa maneira de convivência entre as etnias.
        Com esse perigosíssimo precedente, vamos começar a “limpar”, isto é, deformar, muitos livros. Japoneses, árabes, alemães, italianos, poloneses, índios e negros (ou não posso mais usar essa palavra?) sofrem ou podem sofrer ataques racistas. Isso é motivo de penalidades da lei para os racistas, se for o caso. Racismo dói, eu sei disso. Quando menina, certa vez um grupo de crianças nem louras nem de olhos azuis me cercou no pátio da escola, e elas dançavam ao meu redor cantando “alemão batata come queijo com barata”. Não gostei. Doeu- me. Hoje acho graça: na hora não foi engraçado.
        Mas por isso vamos cavoucar em livros de história e banir os autores — o que só se admite em casos claros de repugnante racismo, não importa contra que raça for, diga-se de passagem? Essa planta rasteira, que vai contaminar nossa cultura, tem de ser cortada pela raiz. Ou a caça às bruxas vai se disseminar feito peste, pois é uma peste,  iniciando um processo multiplicador  de maldades comandadas por inveja, ou seja o que for, destruir obras, vidas, memórias, e atacar sobretudo as almas infantis como insetos daninhos. Não permitam isso, autoridades responsáveis e competentes: uma vez iniciado, esse processo não terá fim.
       O politicamente correto pode ser perigoso e hipócrita. Os meus olhos azuis, como os de um de meus filhos, e os olhos escuros dos outros dois, como os oblíquos dos japoneses e os olhos pretos dos árabes, são todos da família humana, muito maior e mais importante do que suas divisões raciais.
      Nem comecem a dar ouvidos a essas buscas mesquinhas por culpados a ser jogados na fogueira: livros queimados foram um dos índices sinistros — ao qual nem todos deram a devida importância — da loucura nazista. Muita tragédia começa parecendo natural e desimportante: no início, achava-se Hitler um palhaço frustrado. Deu no que deu, e manchará a humanidade pelos tempos sem fim.
     Que não comece entre nós, banindo um livro infantil de Monteiro Lobato, o mais brasileiro dos nossos escritores: será uma onda do mal, uma nova caça às bruxas, marca de vergonha para nós. Não combina conosco. Não combina com um dos lugares nesta conflitada e complicada Terra onde as etnias e culturas ainda convivem melhor, apesar dos problemas — devidos em geral à desinformação e à imaturidade: o Brasil.


       Aguardo a opinião de vocês.

       Postado por Grazielle  às 20:54

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Nunca é tarde para aprender

     Lembrei que amanhã será a minha última aula da disciplina: Práticas discursivas em ambiente de tecnologia digital. Meu grupo e eu iremos apresentar o trabalho final que é dar uma aula utilizando o twiter.Na próxima postagem conto para vocês como foi.
     Gostaria de incentivar aqueles que ainda não fazem parte desse  ambiente digital que se insiram, pois a informática chegou para ficar.É necessário acompanhar as novas mudanças trazidas pela tecnologia, principalmente nós, professores, pois é uma forma de aproxirmarmos de nossos  alunos que já nasceram nesse mundo digital. Nunca é tarde para aprender, sou uma prova viva disso, pois antes de frequentar as aulas dessa disciplina nem sabia como usar um blog, o que é o twiter... Agora estou anciosa para aplicar o que aprendi na sala de aula e minha primeira atividade será a webquest Canção de Protesto. Também conto para vocês como foi e apresento-lhes essa atividade de aprendizagem.
      Reconheço que essa disciplina superou as minhas expectativas e confesso a vocês que ela foi fundamental para despertar em mim o interesse por esse mundo digital.

      Até mais,

      Abraços.


Postado por Grazielle  às 19:00

  

O que acham do F7?

        Boa tarde pessoal !

       Lendo o texto "Viciados Em F7?", escrito pela autoras Carla Viana Coscareli e  Else Martins dos Santos ,  nele elas ressaltam a importância dos novos recursos tecnológicos como o uso da tecla F7( que verifica incorreções de ortografia e sintaxe), do Control Z ( que desfaz o que se acabou de escrever) agilizam a escrita e dão mais segurança ao usuário, afirmam as autoras. Nunca havia pensado  que o corretor gramatival pudesse contribuir para o ensino correto da grafia. Segundo elas um programa de computador alerta o produtor para algumas estruturas a serem revisadas, mas não trabalha no lugar do indivíduo que se dispõe a escrever. Fiquei convencida de que realmente esse recurso pode ser um aliado no ensino da escrita , uma vez que quem faz a escolha é o produtor do texto. Isso leva o a refletir sobre a escrita e como afirma as autoras, ele fará questionamentos do tipo: onde errei?, Que engano cometi? Aqui cabe a crase?
        Diante disso pergunto:
        Como o uso do F7 pode ser prejudicial na produção de um texto?
      
       Gostaria de saber a opinião de vocês sobre isso.
       
        Até mais,

        Postado por Grazielle às 17:45

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Como (Não) Formar Leitor

Segue abaixo na íntegra o texto do jornalista e escritor, Zuenir Ventura, “Como (Não) Formar Leitor”.

Por que o brasileiro só lê um livro por ano, enquanto o americano e o europeu leem sete, oito vezes mais? Por que existem no país mais de 70 milhões de pessoas que não leem? Há várias respostas para explicar o fenômeno: baixo nível cultural de um povo com 21 milhões de analfabetos, poder aquisitivo insuficiente, falta de hábito, concorrência da televisão e da internet. Esta semana tomei conhecimento de outro fator, que é mais grave do que os outros, pois deveria ser instrumento de atração de leitores e é, ao contrário, de afastamento. Refiro-me ao aprendizado da leitura nas escolas de nível médio.
Um amigo, pai de um aluno do segundo ano, adolescente, mandou-me uma lista dos livros que o filho deverá ler neste semestre. Quem sabe eu não teria um ou outro para emprestar? Não vou citar a relação completa para não entediá-los. Eis alguns: "Senhora" e "Iracema", de José de Alencar; "O cortiço", de Aluisio de Azevedo; "Memórias de um sargento de milícias", de Manoel Antonio de Almeida; "Recordações do escrivão Isaías Caminha", de Lima Barreto; "Memórias póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis; "Memórias sentimentais de João Miramar", de Oswald de Andrade (esqueci de perguntar se o curso era de memorialística).
Não vou entrar no mérito de uma seleção que mistura um clássico como "Brás Cubas" com obras de discutível qualidade estética ou literariamente datadas, como "Senhora" e "Iracema". O que eu me pergunto é se a melhor maneira de iniciar um jovem na leitura é forçando-o, por exemplo, a digerir a história de amor da índiazinha virgem dos cabelos negros, se hoje até o ministro Edison Lobão tem os seus "mais negros do que a asa da graúna". Experimente tirar seu filho da frente do computador oferecendo-lhe um texto assim:
"Iracema saiu do banho; o aljôfar d'água ainda a roreja, como à doce mangaba que corou em manhã de chuva. Enquanto repousa, empluma das penas do guará as flechas de seu arco, e concerta com o sabiá da mata, pousado no galho próximo, o canto agreste. A graciosa ará, sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo nome."
Antes que me acusem de desprezar estilos e valores de época, esclareço que implico é com essa maneira inadequada de se levar um aluno de 15, 16 anos ao prazer da leitura. Comigo, no ginásio, me fizeram odiar os Lusíadas ao me obrigarem a "análises lógicas" em que eu deveria procurar o sujeito oculto de uma frase, como se fosse um detetive. Só mais tarde, na faculdade, e graças à professora Cleonice Berardinelli, descobri a beleza que havia no magistral épico de Camões. Para o gosto de um jovem de hoje, diante de tantos apelos audiovisuais, não seria mais palatável, como começo de conversa, um Rubem Braga ou um Fernando Sabino?


          Gostaria de saber o que vocês pensam sobre isso?
        
          Postado por Grazielle às 17:30

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Superando Limites

    Como é importante superar as nossas dificuldades e para isso não devemos ter medo do desconhecido. Escrevo isso porque tinha uma certa resistência em ingressar nesse mundo virtual, mas ao assistir às aulas da disciplina: Práticas Discursivas em Ambiente Digital, percebo o quanto eu aprendi e como é importante ingressar nessa cultura digital que nos abre tantos horizontes e torna-se nossa aliada para novas práticas de ensino.
Olhem que avanço,estou postando em meu próprio blog.
            Enfim, aconselho àqueles que também têm uma certa resistência em utilizar o computador que supere isso e utilize essa ferramenta tecnológica para ampliar seus conhecimentos.
        
       Espero comentários
       Abraços,
       Grá

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Netiquetas

   Oi, pessoal

   Saber se comportar é importante em qualquer ocasião e isso também se aplica  aos ambientes de tecnologia digital. Para quem não conhece, seguem abaixo as diretrizes para uma boa netiqueta:
  • Aplique a regra de ouro: Trate os outros como gostaria de ser tratado.
  • Lembre-se de que há uma pessoa do outro lado da sua mensagem.
  • Saiba onde está e use o bom comportamento apropriado.
  • Desculpe os erros de outras pessoas, especialmente os novatos.
  • Mantenha sempre a calma, especialmente se alguém o insultar (ou se você achar que foi esse o caso).
  • Evite usar TEXTO EM MAJÚSCULAS para ênfase — alguns usuários encaram isso como uma maneira de “gritar”.
  • Não use linguagem inadequada ou ofensiva.
  • Use seu nome ou apelido online de maneira consistente e assine todas as mensagens com ele (mas proteja sua verdadeira identidade nunca usando seu nome completo).
  • Nunca envie ou encaminhe mensagens indesejadas (normalmente chamadas de spam).
  • Evite discussões constantes e inflamadas ou “flame wars”.
  • Verifique sua ortografia, seja conciso e envie mensagens curtas.
  • Ao participar de salas de bate-papo, não interrompa as outras pessoas e restrinja-se ao tópico.
  • Siga as mesmas regras de bom comportamento que seguiria na vida real.
  • Use emoticons para ajudar a comunicar humor e sarcasmo e aprenda os acrônimos comuns online.
     Gostaram dessa postagem? Espero que essas regras sejam úteis para vocês,

     Abracos,

     Grá

A nova forma de ensinar



        Queridos colegas,

      Gostaria de socializar o texto  "A Escrita e a Leitura no Hipertexto" de Altina Costa Magalhães. O assunto abordado é sobre a cultura digital que vem transformando o ensino com as novas tecnologias.Segundo a autora, antes , através dos impressos o livro era estável e controlado exclusivamente pelo autor.Hoje com o livro eletrônico surge o hipertexto que favorece a produção do conhecimento e faz surgir novas formas de leitura, escrita, pensamento e aprendizagem. Esse meio de comunicação on line estruturado em rede composta de nós funde autor e leitor , já que o leitor tem autonomia para ir aonde ele quiser.
     A sala de aula torna-se um ambiente interessante ao utlizar o computador como ferramenta de trabalho.Vale ressaltar que esse arsenal tecnológico não é o mais importante, mas sim o uso que dele se faz.O professor continua sendo o mediador, já que é ele quem conduzirá a forma como o contéudo será abordado, controlará o caminho que o aluno deve seguir. Diante disso, percebe-se a necessidade tanto do professor quanto do aluno se inserirem nessa cultura digital e se letrarem digitalmente.
rascunho
  
  Postado por Grazielle

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Queridos colegas e amigos,

Ontem fui ao cinema com a minha turma do 9º ano assisti ao filme "Tropa de Elite2". Recomendo-lhes assisti-lo, pois o filme é um thriller ágil e envolvente e relata a nossa realidade. Através dele é possível fazer um trabalho muito rico com os nossos alunos! Assistam e depois me contem o que acharam!

Abraços,

Grá

Educar é mostra a vida a quem ainda não a viu. (Rubem Alves)

Olá pessoal !

Nessa primeira postagem, gostaria de homenagear meus colegas de profissão. Ao ler o livro " Conversas sobre Educação" de Rubem Alves lembrei de vocês, profissionais que amam o que faz, por isso gostaria que lessem o que ele fala sobre vocação.

" A vocação nasce com a gente, misteriosamente. Ela é o nosso caso de amor com algo que faz. A diferença entre quem trabalha por profissão e quem trabalha por vocação: o primeiro trabalha pelo ganho; o segundo seria capaz de pagar para poder fazer o seu trabalho .Trabalha como quem faz amor, como quem brinca."

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Beijos

Grá