29 de outubro de 2010

Bem-vindos ao meu blog,



Gostaria de compartilhar com vocês assuntos interessantes e práticas relacionadas com a educação. A troca de experiências e de conhecimentos são muito importantes e construtivas, pois sempre estamos aprendendo com os outros.



Espero que gostem e seus comentários serão relevantes para o nosso aprendizado cooperativo.



Abraços,



Grazielle

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Educação e Cybercultura

        Olá amigos,

         Na na minha última aula da professora Else, discutimos sobre um texto muito interessante que eu não poderia deixar de compartilhar com vocês. O texto cujo título é " Educação e Cybercultura", escrito brilhantemente por Pierre Lévy, aborda sobre a mudança da relação do saber ocasionada pela cybercultura.
         As novas formas de acesso à informação favorecidas pelas tecnologias intelectuais fazem com que mudanças ocorram no sistema de educação e na postura do profissional seja de qual área for.Segundo o autor, pela primeira vez na humanidade , a maioria das competências adquiridas por uma pessoa no começo de seu percurso profissional serão obsoletas no fim de sua carreira.Isso significa que trabalho e busca do saber estão intimamente ligados. Para ser considerado um profissional competente e manter o emprego é primordial a busca constante pelo saber e produção de conhecimentos, pois isso que fará a diferença.
         O autor cita a necessidade do aprendizado personalizado e o aprendizado coletivo no ensino à distância.Nesse quadro o professor torna-se um animador da inteligência coletiva de seus grupos de alunos.Antes o professor trazia a informação, era o "dono" do saber.Com a cybercultura, isso não ocorre mais, já que as informações estão disponíveis na web.Sendo assim, muda-se o papel do professor que, de acordo com  o autor,  é chamado a tornar-se um animador da inteligência coletiva de seus grupos de alunos.Ao docente cabe instigar,conduzir ogrupo a buscar e ler informações que realmente promoverão conhecimentos.
          Lévy afirma que  vive-se hoje num dilúvio de informações o qual devemos nos habituar a ele, pois ele não terá fim. Cabe a nós aprendermos a selecionar as informações que vão surgindo.Ele ainda mostra que as redes digitais não são frias.Segundo ele, no ciberespaço, o saber não pode mais ser concebido como algo abstrato ou transcendente.Esse saber expressa uma população, já que ela assina as páginas e mantém uma  comunicação direta e interativa via correio digital, fórum, chat dentre outros.Sobre o ato de ler ele ainda afirma que estando o texto numa tela de computador ou numa folha de papel o processo mental da leitura é o mesmo, o que muda é a produção de texto.
          O autor cita a relação do homem com o saber e apresenta quatro fases do conhecimento:
  • 1ª fase- Oralidade - o saber era transmitido oralmente, por isso a morte de um velho significava uma biblioteca em chamas.
  • 2ª fase - O livro - o saber é carregado por ele.
  • 3ª fase - A biblioteca - conhecimento intertextual
  • 4ª fase - O cyberespaço - ambiente digital em que as informações estão disponíveis a qualquer momento. Segundo ele, região dos mundos virtuais pelo intermédio dos quais as comunidades descobrem e constroem seus objetos e se conhecem como coletivos inteligentes. É a desterritorialização da biblioteca e também a democratização do saber, já que é permitido a todos o acesso ao conhecimento.Basta acessar as informações na web.
        O autor ressalta a importância do computador , mas também nos leva a refletir quanto a valorização do indivíduo frente a máquina.Segundo ele o ideal mobilizador da informática não é mais a inteligência artificial ( tornar uma máquina tão inteligente, mas inteligente até, quanto um homem ).O computador, a nova tecnologia é nossa aliada, ela que trabalha em função do homem, portanto cabe a ele decidir como a melhor forma de usá-la.


        Postado por Grazielle às 16:05 

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